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O segmento de mídia de varejo está prestes a transformar de forma definitiva a maneira como as empresas rentabilizam suas operações. Um levantamento recente intitulado Mercado de Varejo: Acessando a Oportunidade de Retail Media, conduzido pela consultoria ADVISIA OC&C Strategy Consultants, projeta que o setor registrará uma expansão média de 34% ao ano no Brasil até o calendário de 2028. Este avanço acelerado reflete um movimento global e traz alertas vitais para os lojistas maranhenses e de todo o país que buscam diversificar suas fontes de renda e otimizar o relacionamento com o cliente.

Os indicadores de mercado reforçam o peso desta transformação no cenário econômico. A expectativa da consultoria é que os investimentos globais neste formato de publicidade saltem de 148 bilhões de dólares no ano atual para 273 bilhões de dólares em pouco mais de quatro anos. A região da América Latina acompanha essa mesma rota de prosperidade, com aportes que devem subir de 2 bilhões para 5 bilhões de dólares no mesmo intervalo. Para o comércio do dia a dia, isso significa que a monetização do próprio espaço físico e das vitrines virtuais atrai a atenção redobrada das indústrias e dos grandes fornecedores.

O grande diferencial competitivo desta modalidade reside no acesso direto aos dados transacionais de primeira mão e ao comportamento real de compra do público consumidor. Ao contrário das plataformas de publicidade digital tradicionais, o varejista conhece o momento exato em que o cliente decide colocar um produto no carrinho. Essa proximidade com a conversão final permite a criação de campanhas segmentadas e altamente precisas. Contudo, o estudo adverte que as empresas que enxergam a prática apenas como uma venda passiva de anúncios em site ou loja física podem perder a oportunidade de capturar todo o valor agregado do negócio.

Um ponto amplamente favorável para a implementação dessas ferramentas comerciais é a receptividade do público. A pesquisa constatou que 74% dos consumidores estão dispostos a compartilhar suas informações pessoais com os comércios desde que recebam ofertas exclusivas e uma experiência de compra customizada em troca. A confiança no uso responsável e seguro desses dados atinge 80% dos entrevistados, um índice que chega à marca de 86% entre os jovens da geração Millennial e também entre os indivíduos de maior poder aquisitivo.

Para que o varejo aproveite essa onda de forma eficiente, a maturidade na gestão de tecnologia é considerada fundamental. Os responsáveis pelo estudo apontam que o mercado brasileiro já superou a etapa inicial de testes práticos. O momento atual exige dos empresários um planejamento comercial estruturado, uma integração fluida entre os canais físicos e os portais eletrônicos e o uso de métricas confiáveis para comprovar o retorno financeiro aos parceiros anunciantes.

O ecossistema contemporâneo de vendas já apresenta diferentes frentes de atuação nesta área, indo desde os conglomerados de comércio online e gigantes do setor alimentar omnicanal até as lojas especialistas de nicho, os serviços de entrega rápida e as empresas verticalizadas. Cada um desses modelos de operação exige adaptações comerciais e operacionais específicas, como a formulação de painéis de autoatendimento para os fornecedores criarem suas próprias campanhas.

Apesar das projeções otimistas para o faturamento das redes, o caminho exige atenção para evitar a saturação visual e garantir a qualidade impecável da jornada do consumidor. O excesso de publicidade não planejada pode afastar o cliente final em vez de garantir a venda do produto. Somado a isso, as organizações precisam definir com clareza qual setor interno irá comandar essas ações estratégicas e buscar a padronização dos indicadores de desempenho no mercado. O cenário aponta para um comércio muito mais inteligente, onde a informação bem utilizada se transforma no ativo mais valioso de toda a operação de vendas.


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